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uma mágica por filme.

maio 13, 2013

No começo deste ano criei o tumblr uma mágica por dia para escrever mini contos de até seis palavras. Eu tinha visto essa ideia em algum outro lugar, acho que foi aqui e resolvi fazer a minha versão.

Eu gosto muito desses microcontos e por isso eu resolvi “ilustrar” alguns deles só com imagens de filmes. O textos não foram inspirados pelos filmes (pelo menos não fiz isso conscientemente), mas a maioria poderia ter sido. Espero que gostem!

121. Desenhou um portal, atravessou-o, fugiu.

Captura de Tela 2013-05-07 às 16.22.46

O Labirinto do Fauno (2006) – Esta imagem é da cena em que Ophelia entra numa sala onde está servido um banquete irresistível vigiado por um monstro comedor de crianças. Para entrar no lugar, ela desenha uma porta na parede com um giz mágico.

119. Sumiu na última ventania. Um furacão.

O Mágico de Oz (1939) - Nesta cena, Dorothy resolve fugir de casa porque uma velha quer punir o cachorrinho dela, Toto. É quando começa a aventura.

106. Um livro com ensinamentos de magia.

Abracadabra (1993) – Quando as palavras ‘magia’ e ‘livro’ estão na mesma frase, sempre me lembro deste filme. Acho que foi o que eu vi mais vezes na vida, assisto até hoje e sei todas as falas decoradas. Para que não conhece, o gif mostra o livro de magia negra da Winifred Sanderson, a mais velha das irmãs Sanderson – bruxas que voltam à vida após um virgem acender a vela da chama negra. Curiosidade: a Sarah Jessica Parker é uma das bruxas.

131. Quem bebesse daquela fonte viveria eternamente.

Vivendo na eternidade (2002) - A família Tuck descobre uma árvore de onde brota uma água mágica. Todos que bebem dela vivem para sempre  - o filme é lindo.

123. Precisava de um milagre. E teria.

Valente (2012) – Eu não lembrei do filme quando escrevi, mas, relendo tudo, a ligação foi imediata. Acho melhor não explicar mais para não dar spoiler.

como vai você?

abril 30, 2013

O que você gostaria de fazer neste exato momento? Se essa pergunta fosse feita para mim, responderia que gostaria de estar num café em Dublin (quero muito conhecer essa cidade) com três coisas a minha frente: um livro, um cappuccino e qualquer comidinha equivalente a um quiche de queijo. E também gostaria de estar sozinha. Quando eu levantasse meus olhos para observar as outras mesas do local, eram apenas os meus próprios comentários a respeito do que visse que estaria interessada em ouvir. Será que tem algo de mau nisso?

E mais tarde, quando eu me cansasse do livro e de ouvir apenas os meus comentários? Mais tarde, eu gostaria de encontrar um morador da cidade que soubesse tudo e que gostasse de me contar histórias. Ele iria me dizer o que havia antes no lugar daquele prédio azul ao lado de sua casa, resmungar de algo que não foi totalmente preservado e de como os turistas não atentam para isso, quem sabe. Queria ainda que ele me ensinasse uma brincadeira, uma receita ou uma história de terror, qualquer coisa que fosse totalmente nova para mim.

Em seguida, gostaria de ter um lugar quentinho para refletir. E sonhar e depois dormir.

P.s.: Eu não sabia que usar para ilustrar este post e, pesquisando no weheartit.com, encontrei essa imagem incrível. Deu vontade de me vestir de bruxa e praticar wakesurf. Se me perguntassem o que eu gostaria de fazer neste exato momento, seria isso a partir de agora.

um desejo sincero.

abril 24, 2013

Eu me considero muito afortunada, no sentido de sorte e felicidade. Sempre reforço a minha crença na força do pensamento positivo e pratico-a tanto para mim quanto para o que me rodeia. É a minha mágica. E tudo estava indo tão bem, tão afortunadamente bem que há algum tempo tenho até dispensado pedidos. De todos os tipos: em velas de aniversário, aleatórios antes de dormir, não estava desejando nem ficar rica e até deixei de pintar o olho do Daruma que ganhei.

Eu não tenho uma fórmula mágica de uma vida simples e feliz, ninguém tem. É por isso que essa conversa de dispensar pedidos soa estranho, frágil.

A alegria pela estabilidade só dura até você começar a sentir uma insatisfação sobre algumas coisas que antes eram boas e significavam sorte na vida, no amor, no que quer que fosse. No começo parece fútil. Mas, a gente sabe que é normal mudar e desejar que tudo seja diferente.

As novas aspirações podem ser qualquer coisa: novos amigos, nova cidade, nova casa, nova faculdade, novo cabelo etc. E no emaranhado de novos desejos e ansiedades, você percebe que aquele sentimento de sorte de outrora era apenas a conformidade, ou a satisfação com o que estava vivendo. O que não significa que era algo ruim, pelo contrário, bom enquanto era um sentimento sincero. Mas, eis que tudo muda. Você leva um sopapo. Você muda.

Eu mudo muito e com muita frequência.

Agora, o Daruma está com um olho pintado acabei de perceber que pintei o olho errado na hora de fazer o pedido, tomara que não dê azar, e os meus dedos estão cruzados desejando que aquela estrela cadente tenha escutado o pedido que eu fiz.

desejo do dia 17.

abril 16, 2013

Onde vende?

espalhe amor.

abril 4, 2013

Quem já teve uma fase bem amarga na vida sabe que espalhar amor não é sempre fácil. Às vezes, a combinação astrológica que controla a nossa personalidade e temperamento não é tão bondosa. Afinal, não é todo mundo que nasce sobre uma constelação de bom humor e paciência sem fim (acho que ninguém nasce). Eu já vivi uma fase tensa e problemática, em que eu tinha certeza de que os astros estavam num complô eterno contra a minha existência na face da Terra.

Bem, nessa fase negra, não foi fácil espalhar amor.

Porém, ainda do centro dessa idade das trevas, é possível enxergar uma luzinha. No meio da chuva de pensamentos negativos, sempre há um brilho que podemos agarrar e nos lembrar de que é bom espalhar amor. E amor sincero.

Se não estiver lembrando das deliciosas formas de espalhar amor pelo mundo, é só continuar lendo.

Troque recalque por elogio sincero. Quando alguém fizer algo legal, admire. Às vezes a gente não se permite admirar os outros e sente uma pontinha de inveja. Não se envenene, pois a inveja pode ser boa e servir de motivo para inspiração. Elogie: você ganha simpatia e vai se sentir melhor por não ficar no recalque.

Aprenda a dividir. É um exercício de senso de comunidade que deixa o mundo muito mais suave. Divida o espaço no trânsito, respeite o espaço de cada um; divida o seu tempo entre as pessoas que têm importância para você; divida o chocolate no trabalho. É muito fácil, mas é preciso ficar de olho nas atitudes egoístas que sempre encontram uma oportunidade.

Ensine as coisas que você sabe. Passar músicas do computador para o celular pode ser simples para você, mas muito complicado para aquela pessoa mais velha ainda desacostumada com as tecnologias. Se você sabe de alguma coisa que pode ajudar, compartilhe. Criar esse hábito a sua volta certamente trará algum aprendizado de volta. Quem sabe aquela pessoa mais velha não retribui com um conselho de vida que você nem esperava?

Presenteie. E não adianta falar que está sem grana. Todo mundo sabe que é possível gastar pouco e surpreender as pessoas que você gosta. Outro dia eu fiquei super feliz por ganhar chocolate de menta. E o motivo foi muito simples: nem todo mundo gosta de sabores mentolados, e esse seria um presente  bastante arriscado. Mas, acredito que essa minha amiga prestou atenção a esse detalhe (o fato de eu adorar menta) e me fez sentir especial só por isso. Mesmo simples, um presente escolhido especialmente para você, é puro amor.

E quem espalha amor acaba sentindo o seu respingo. ❤

outro meme.

fevereiro 21, 2013

Não é falta de criatividade, é só Amanda não tem o que fazer e fica mandando memes para as pessoas hahaha. Eu acho que esta é a segunda vez que publico um meme neste blog. O primeiro, foi também passado por Amanda ~ contagiosa.

Meme das 7 coisas

7 coisas para fazer antes de morrer:

  1. Aprender a surfar (de verdade);
  2. Ir à Croocked House, na Polônia e a outros lugares tão incríveis quanto;
  3. Aprender uma língua excêntrica;
  4. Voar de balão;
  5. Comprar uma casa na praia;
  6. Ter um uma cafeteria;
  7. Fazer cheese cake de amora (e vender na cafeteria).

7 coisas que eu mais falo:

  1. “Calma, Zelda!” – quando o interfone toca;
  2. [assovio] – eu vivo chamando Zeldinha com assovios;
  3. “Certo” – na verdade, é a palavra que eu mais escrevo no Skype;
  4. “Férias” – depois de quase dois anos sem, não consigo pensar em outra coisa;
  5. “Ai…” – parece que eu vivo com dor, mas é manha mesmo;
  6. “Que sono!” – tá aí uma coisa que me persegue;
  7. “Tô gorda” – sempre tentando perder uns 5kg e nunca levando isso muito a sério.

7 coisas que faço bem:

  1.  Mimar Zeldinha – filho nasceu pra ser mimado (e educado e outras coisas);
  2. Lavar tapetes – depois que Zeldinha chegou virei uma expert;
  3. Esquecer coisas ruins – eu sou excelente em perdoar e esquecer, sério;
  4. Deixar a vida me levar – sou ótima em não me preocupar e deixar as coisas acontecerem, o que às vezes se torna um problemão;
  5. Croque monsieur – fica uma de-lí-cia;
  6. Dormir – durmo rápido, tenho sono pesado e sonhos loucos;
  7. Eu acho que eu escrevo bem.

7 coisas que não faço:

  1. Passar uma noite sem dormir – bem que eu gostaria de fazer isso, ou pelo menos sentir menos sono. Mas, sempre acabo apagando;
  2. Exigir meus direitos – é um defeito grave, mas eu não tenho muita paciência para burocracias e sempre deixo as coisas para lá;
  3. Dizer não – o mais perto de um não, é adiar a resposta para depois. Isso é tão grave que outro dia eu aceitei sorvete de um sabor que eu detesto e fiquei enrolando até derreter;
  4. Cantar: sou muito desafinada e não consigo entender o tempo de uma música. Que triste para mim;
  5. Amizade com facilidade – um dia escreverei sobre a minha tensão em relação a isso;
  6. Bater em Zeldinha – não adianta, porque ela não entenderia;
  7. Beber e dirigir.

7 coisas que me encantam:

  1. O aprendizado de Zeldinha – meus olhos enchem de lágrimas quando ela aprende qualquer coisa como sentar, dar a patinha, ou quando me deparo com ela demonstrando que quer alguma coisa;
  2. Atitudes do bem – semana passada uma colega me disse que deixa livros de presente por aí, para não acumular objetos que não irá mais precisar, não é lindo?
  3. Pessoas com paciência para ensinar qualquer coisa;
  4. Pessoas que simplificam são inspiração para mim;
  5. Anéis – se pudesse, teria um milhão deles;
  6. O céu, o universo e as coisas que acontecem acima das nossas cabeças;
  7. Águas-vivas.

7 coisas que não gosto:

  1. Burocracia, regulamentos, termos de adesão;
  2. Gente que não gosta de animais;
  3. Ficar sem grana – o que tem acontecido com frequência;
  4. Dormir no meio de um filme – fico revoltada;
  5. Pessoas que furam filas;
  6. Me sentir burra ou fazer coisas estúpidas. Odeio;
  7. Canela.

7 blogs para responder também:

  1. Arthur
  2. Publique
  3. você
  4. também
  5. o meme
  6. em seu
  7. blog.

P.s.: Zelda é a minha Schanauzer.

na loja de celular.

fevereiro 14, 2013

- Boa tarde! Vocês têm iPhone?

- Temos. Na portabilidade-um-dois-três-quarto-cinco-mil-fica-por-mil-cinco-nove-nove-com-plano-era-uma-vez-duzentos-reais.

- Oi?

- Minha senhora, é mil quatrocentos e noventa e nove reais. Mais o plano. Que é de cento e vinte.

- Só pode ser nesse plano?

- Não, tem o um-dois-três-lá-vai-o-trem-mais-só-divide-em-três-paçocas-com-coco.

- Posso ver o celular?

- É este aqui.

- O senhor poderia ligá-lo?

- Tá desligado.

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